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É falso que Eleições 2026 terão novas urnas; presença de observadores internacionais e abertura de código-fonte também não são novidade
Mensagem compartilhada nas redes sociais distorce procedimentos já previstos na legislação e realizados regularmente pela Justiça Eleitoral
Publicado em 31/07/2026 às 15:22, atualizado em 31/07/2026 às 15:22

O que é fato?
- Nas Eleições Gerais de 2026 serão utilizados os modelos de urna eletrônica UE2022, em uso desde as Eleições 2024, UE2020, UE2015 e UE2013
- Os códigos-fonte da urna eletrônica e dos sistemas eleitorais estão abertos para inspeção desde 2 de outubro de 2025 e permanecerão disponíveis até 4 de setembro de 2026
- A abertura dos códigos-fonte é um procedimento obrigatório previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002
- O processo de fiscalização do sistema eletrônico de votação é regulamentado pela Resolução TSE nº 23.673/2021
- As Eleições Gerais de 2026 contarão novamente com Missões de Observação Eleitoral (MOEs), compostas por instituições nacionais e internacionais credenciadas pelo TSE para acompanhar todas as etapas do processo eleitoral
O que diz o conteúdo falso?
Publicação compartilhada nas redes sociais utiliza a imagem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, ao lado de uma urna eletrônica e do edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhada da frase: "TSE anuncia novas urnas, auditoria do código-fonte e presença internacional para as eleições de 2026". A postagem sugere, de forma enganosa, que a Justiça Eleitoral estaria adotando medidas inéditas para ampliar a transparência e a fiscalização das eleições deste ano.
Por que é boato?
A publicação é enganosa porque apresenta como inéditos procedimentos que já fazem parte da rotina da Justiça Eleitoral e são previstos na legislação e em normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A utilização de diferentes modelos de urna eletrônica ocorre em todas as eleições. Nas Eleições Gerais de 2026 serão empregados os modelos:
- UE2022, usado pela primeira vez nas Eleições 2024,
- UE2020,
- UE2015 e
- UE2013.
A substituição dos equipamentos ocorre de forma gradual e planejada, sendo que, em média, cada urna eletrônica é utilizada em seis eleições.
Também não é novidade a abertura dos códigos-fonte da urna eletrônica e dos sistemas eleitorais para inspeção. Os códigos estão disponíveis desde 2 de outubro de 2025 e permanecerão abertos até 4 de setembro de 2026, quando ocorre a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Esse procedimento é obrigatório, está previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e é realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002.
Todo o processo de fiscalização do sistema eletrônico de votação é regulamentado pela Resolução TSE nº 23.673/2021.
Missões de Observação Eleitoral
A presença de observadores internacionais também integra o processo eleitoral brasileiro desde eleições anteriores. Nas Eleições Gerais de 2026, as Missões de Observação Eleitoral (MOEs), regulamentadas pela Resolução TSE nº 23.678/2021, voltarão a acompanhar, de forma técnica, imparcial e independente, todas as etapas do pleito.
As missões são compostas por instituições nacionais e internacionais credenciadas pelo TSE e podem acompanhar atividades como a preparação das urnas eletrônicas, a votação, a apuração, a totalização dos votos e os procedimentos públicos de auditoria do sistema eletrônico de votação, sempre sem interferir na condução das eleições.
Para as Eleições de 2026, já confirmaram participação a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede de Observação Judicial Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites. Nas Eleições de 2022, 13 organismos participaram da observação eleitoral.
Além de fortalecer a transparência do processo eleitoral, as Missões de Observação Eleitoral ampliam a produção de informações técnicas e independentes sobre todas as fases da eleição. Durante os trabalhos, os observadores acompanham procedimentos como a emissão da zerésima, o Teste de Integridade e a emissão dos Boletins de Urna (BUs), contribuindo para verificar a consistência dos resultados do sistema eletrônico de votação.
Os relatórios e as conclusões elaborados pelas missões têm caráter exclusivamente técnico e informativo. Conforme prevê o ordenamento jurídico brasileiro, eles não produzem efeitos jurídicos sobre a validade dos resultados eleitorais, mas contribuem para o aperfeiçoamento contínuo da transparência e da confiança no processo eleitoral.
Acesse as checagens e esclarecimentos abaixo


