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Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas
Publicado em 29/07/2026 às 20:15, atualizado em 29/07/2026 às 20:15

O que é boato?
Ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes não mandaram fabricar 250 mil chips em Taiwan para fraudar urnas
Ministros também não pagaram R$ 16 milhões para deputados
Outra versão do mesmo conteúdo, que usa notícia do UOL de forma enganosa para reforçar tese desinformativa, também é falsa.
O que é fato?
Urnas eletrônicas dos modelos 2022 e 2020 usam quatro chips das empresas taiwanesas Realtek e Nuvoton, que são largamente utilizados em laptops e computadores de pequeno porte
Chip daRealtek funciona na urna e gera áudio no fone de ouvido utilizado por pessoas com deficiência visual na votação
Chipsda Nuvotoncontribuem para o controle de partes da urna, como o terminal do mesário, a fonte de alimentação e o teclado.
Informações de criptografia e outros conteúdos sensíveis só são inseridos no Brasil, na presença de servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Chips e componentes elétricos do equipamento são analisados por especialistas em computação de fora do TSE durante o Teste Público de Segurança da Urna (TPS)
Conteúdo analisado
Uma publicação compartilhada nas redes sociais afirma que os ministros Luís Roberto Barroso (aposentado) e Alexandre de Moraes “golpearam as urnas” ao, supostamente, terem “mandado fabricar” mais de 250 mil chips em Taiwan com finalidade de fraudar as eleições.
Também é dito que o processo teria envolvido o pagamento de R$ 16 milhões para deputados. O conteúdo circula no Instagram e no Facebook com uma imagem dos rostos dos ministros produzida por IA.
Por que é boato?
Os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso não mandaram fabricar 250 mil chips no Taiwan. O processo também não envolveu qualquer pagamento a deputados.
O conteúdo falso foi produzido a partir de uma interpretação errada da matéria do UOL com o título “A crise de semicondutores poderia ter custado a democracia brasileira”.
O texto fala sobre o problema provocado pela pandemia de covid-19, que afetou a produção de eletrônicos em todo o mundo, incluindo as urnas brasileiras.
Naquele momento estavam sendo fabricadas as urnas do modelo 2020 pela empresa vencedora da licitação, a Positivo Tecnologia. Com a escassez das peças, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) empreendeu esforços para dar andamento à produção do equipamento.
Arquitetura de segurança única
Primeiro, é importante saber que a urna eletrônica brasileira é um projeto específico desenvolvido a partir de uma arquitetura de segurança única no mundo. O aparelho tem, em sua composição, componentes e semicondutores de mercado, que vêm “limpos” de fábrica.
São utilizados nas urnas dos modelos 2022 e 2020 chips presentes em laptops e computadores de pequeno porte que são produzidos por duas empresas taiwanesas: Realtek e Nuvoton, mencionada na reportagem.
Chip da Realtek: usado na urna, ele gera o áudio que sai da placamãe para o fone de ouvido, que é utilizado por pessoas com deficiência visual na hora da votação; e
Chips da Nuvoton:forneceu três chips quecontribuem para o controle de partes da urna, como o terminal do mesário, a fonte de alimentação e o teclado do equipamento.
Criptografia e outros conteúdos só são inseridos no Brasil
Mas atenção: as informações de criptografia e outros conteúdos residentes nos semicondutores são inseridos apenas no Brasil, com a presença de servidores do TSE, conforme definido em edital de contratação da empresa fabricante das urnas.
A listagem desses componentes, assim como o esquema elétrico da urna eletrônica, é disponibilizada às entidades fiscalizadoras que participam do Teste Público de Segurança da Urna (TPS), que ocorre preferencialmente em anos eleitorais.
Na crise que ocorreu durante a pandemia, as urnas eletrônicas modelo UE2020 já contavam com projeto completo definido e implementado, da mesma forma que os demais protótipos da urna.
A substituição do chip por outro equivalente implicaria reprojeto e requalificação da placamãe, o que demandaria tempo e poderia comprometer o fornecimento das urnas para as eleições seguintes.
Acesse as checagens e esclarecimentos abaixo
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Barroso não mandou fabricar chips para fraudar urnas em 2022
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Importação de chips de Taiwan para urnas eletrônicas não compromete a segurança das eleições
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É falso que Barroso pagou para deputados votarem contra voto impresso
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Vídeo dissemina mentiras sobre atuação de Barroso no TSE para alegar fraude em 2022






