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Urna eletrônica não foi invadida por hackers durante Teste Público de Segurança do TSE

Dos 35 planos executados, apenas quatro apresentaram achados; nenhum comprometeu a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições

Publicado em 28/08/2026 19:28 - Atualizado em 31/08/2026 19:43
Urna eletrônica não foi invadida por hackers durante Teste Público de Segurança do TSE

O que é fato?

  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais desde 2009, preferencialmente em anos não eleitorais.

  • Na 8ª edição do teste, realizada de 1º a 5 de dezembro de 2025, estavam previstos 35 planos de ataque aos equipamentos utilizados na coleta dos votos.

  • Dos 35 planos, 29 foram executados. Apenas quatro apresentaram achados, e nenhum deles comprometeu a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições.

  • Todos os achados identificados no teste de 2025 foram tratados pelo TSE antes das Eleições Gerais de 2026.

  • As melhorias implementadas foram verificadas pelos próprios investigadores durante o Teste de Confirmação, realizado de 13 a 15 de maio de 2026.

O que diz o conteúdo falso?

Publicação compartilhada nas redes sociais afirma que os "melhores hackers do Brasil" teriam tentado "invadir uma urna eletrônica" durante um teste de segurança. A imagem informa que foram realizados 35 planos de ataque diferentes e sugere que os resultados do teste comprovariam que as urnas eletrônicas foram invadidas.

Por que é boato?

É enganoso afirmar que as urnas eletrônicas foram invadidas durante o Teste Público de Segurança de 2025. O evento é uma das etapas de fiscalização do sistema eletrônico de votação e tem como objetivo permitir que especialistas externos procurem vulnerabilidades e apresentem sugestões de aperfeiçoamento antes das eleições.

No teste realizado em dezembro de 2025estavam previstos 35 planos de ataque. Desses, 29 foram executados e apenas quatro planos apresentaram achados. Nenhum deles comprometeu a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições. É equivocado, portanto, afirmar que as urnas foram invadidas.

Durante o evento, os investigadores têm acesso a condições diferenciadas das existentes no dia da votação, como livre acesso aos equipamentos e aos códigos-fonte da urna e dos sistemas eleitorais. Essas condições são oferecidas justamente para que os especialistas possam realizar testes e identificar pontos que possam ser aprimorados.

No total, os quatro planos apresentaram seis achados, que foram registrados pela Comissão Reguladora. Os problemas envolveram três pontos de melhorias em bibliotecas de código aberto utilizadas pelo Kit JE-Connect; um aprimoramento na proteção contra arquivos maliciosos compactados (ZipSlip), que permitia indicar caminhos de extração diferentes do diretório autorizado; uma vulnerabilidade no Subsistema de Instalação e Segurança (SIS), que possibilitava visualizar pastas protegidas; e um problema que poderia provocar o travamento do Kit JE-Connect.

Os testes, realizados em ambiente controlado, não resultaram em alteração de arquivos, execução de códigos ou comprometimento do sigilo ou da integridade dos votos. No caso do ZipSlip, por exemplo, outras barreiras de segurança impediram que os investigadores gravassem arquivos fora do diretório permitido. As vulnerabilidades das bibliotecas utilizadas pelo Kit JE-Connect, por sua vez, já haviam sido identificadas pela equipe técnica responsável pelo sistema antes do teste.

A partir dos achados, o Tribunal Superior Eleitoral implementou melhorias nos sistemas, como a retirada ou atualização de componentes vulneráveis do Kit JE-Connect, o reforço da validação de arquivos compactados e de seus caminhos de extração, o aprimoramento dos controles de acesso e validação de caminhos no SIS e a correção do problema que provocava o travamento do Kit JE-Connect.

Os aprimoramentos foram posteriormente submetidos ao Teste de Confirmação, realizado de 13 a 15 de maio de 2026. Na ocasião, os próprios investigadores repetiram os procedimentos e confirmaram a eficácia das correções.

Portanto, o fato de pesquisadores terem conseguido executar planos de ataque ou identificado pontos de melhoria durante um teste controlado não significa que tenham invadido as urnas ou comprometido a segurança das eleições.

Teste Público de Segurança

O Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais é realizado pelo TSE desde 2009 e integra os mecanismos de fiscalização e aperfeiçoamento do sistema eletrônico de votação.

Saiba mais sobre o evento.

A urna eletrônica é utilizada no Brasil desde 1996 e, ao longo desse período, o sistema eleitoral é submetido a diferentes mecanismos de fiscalização, auditoria e testes antes, durante e depois das eleições.

Os relatórios com os achados das diferentes edições do Teste Público de Segurança estão disponíveis na página do evento do TSE. Também é possível consultar a lista completa das oportunidades de auditoria e fiscalização do sistema eletrônico de votação.

Conheça todas as oportunidades de auditoria e fiscalização do sistema eletrônico de votação.