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Senador não disse que partido pagou R$ 50 bilhões ao TSE para tornar adversários inelegíveis
Tarja incluída em gravação antiga mente ao afirmar que legenda subornou o TSE; assessoria do político também desmentiu a alegação
Publicado em 21/09/2023 às 18:55, atualizado em 07/03/2024 às 16:07

Conteúdo analisado:
Uma tarja incluída em um vídeo antigo gravado por um senador da República causou confusão entre usuários das redes sociais em agosto deste ano. O texto dizia que o político teria afirmado que um partido pagou R$ 50 bilhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tornar inelegíveis todos os parlamentares filiados a uma determinada legenda.
Por que é boato?
Ao contrário do que sugere a tarja sobreposta à gravação, em nenhum momento o senador afirma que a agremiação subornou a Corte Eleitoral. Na verdade, no vídeo em questão, o parlamentar comenta a proposição de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije nº 0601988-32.2022.6.00.0000), ajuizada no período eleitoral contra ele e outros políticos. A Aije discute as supostas práticas de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social e ainda está em fase de tramitação no TSE.
Acusação de suborno é completamente falsa
Não há, no vídeo original, gravado em setembro de 2022, nenhuma menção sobre o pagamento de valores à Corte Eleitoral em troca de decisões que implicassem na inelegibilidade dos candidatos opositores. A informação, inclusive, foi desmentida pela assessoria de imprensa do próprio parlamentar. A equipe do senador que confirmou à agência AFP Checamos, especializada em desmontar fake news em circulação na internet, que a fala atribuída a ele é falsa.
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