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É falso que uso de mídias e computadores na transmissão dos resultados permita manipular votos

Arquivos passam por verificações de autenticidade e integridade; boletins impressos nas seções permitem conferir os resultados divulgados pelo TSE

Publicado em 07/10/2026 19:24 - Atualizado em 07/10/2026 20:18
É falso que uso de mídias e computadores na transmissão dos resultados permita manipular votos

Publicações nas redes sociais levantam suspeitas sobre a transmissão dos resultados das urnas eletrônicas por ocorrer em salas com a presença de pessoas e utilizar dispositivos semelhantes a pen drives e computadores. Esses elementos não demonstram irregularidade nem comprometem a segurança dos votos.

A transmissão integra um procedimento protegido por criptografia, assinaturas digitais e verificações automáticas. Além disso, os resultados de cada seção são apurados logo após o término da votação. Os Boletins de Urna (BUs) são impressos antes do envio dos dados e podem ser comparados com os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que é fato?

A apuração dos votos é realizada pela própria urna eletrônica, que funciona sem conexão com a internet. Ao término da votação, o equipamento imprime o Boletim de Urna (BU), com os totais da seção, e grava os arquivos de resultado em uma mídia removível da Justiça Eleitoral.

Essa mídia é levada a um ponto de transmissão, onde os arquivos são enviados ao TSE por uma rede de comunicação privada e criptografada. Antes de incorporar os resultados à totalização, o sistema verifica a autenticidade, a integridade e a identificação dos arquivos.

Conteúdo analisado

A publicação compartilha um vídeo sobre o transporte e a transmissão das mídias de resultado das urnas eletrônicas. O autor afirma que esperava que o procedimento ocorresse em uma sala lacrada e classifica como “crime” sua realização em uma sala aberta, com pessoas e computadores.

O conteúdo associa essas características do ambiente à suspeita de irregularidade no envio dos resultados ao TSE.

Por que é boato?

A segurança da transmissão não depende de esconder o procedimento ou de impedir seu acompanhamento por fiscais e entidades legitimadas a fiscalizar o processo eleitoral. Ela se apoia em mecanismos de proteção dos arquivos e na possibilidade de conferir os resultados. A mídia transporta os resultados já apurados pela urna e divulgados publicamente após a votação.

O dispositivo mostrado nesse tipo de procedimento é a Mídia de Resultado, utilizada pela Justiça Eleitoral para transportar os arquivos gerados pela urna. Embora tenha formato semelhante ao de um pen drive, é um dispositivo que guarda o boletim de urna (BU) que, além de assinado digitalmente, é também criptografado.

O uso da Mídia de Resultado integra o fluxo regular de transmissão. O computador do ponto de transmissão envia os arquivos produzidos pelo equipamento. A apuração daquela seção já foi realizada pela própria urna.

Assinaturas digitais permitem identificar alterações

Os arquivos são protegidos por assinaturas digitais, que permitem verificar sua origem e detectar alterações. Na transmissão, os dados também são protegidos por criptografia.

Antes de aceitar os arquivos, o sistema verifica sua autenticidade e integridade. Arquivos adulterados ou que não atendam às validações são rejeitados. Portanto, o uso de uma mídia removível não permite inserir livremente dados na totalização.

Controle impede a contagem duplicada

O sistema identifica a seção eleitoral à qual cada resultado pertence e verifica os registros já recebidos. Esses controles impedem que o reenvio de um mesmo resultado provoque a contagem dos votos em duplicidade.

O boletim impresso permite conferir os números

Antes da transmissão, o Boletim de Urna já apresenta os totais de votos daquela seção. Uma via é afixada no local de votação para consulta pública.

Qualquer pessoa pode comparar esse documento com o boletim da mesma seção disponibilizado pelo TSE na internet. O código QR impresso também permite a leitura e o armazenamento dos dados pelo aplicativo e-Título.

A presença de pessoas no ambiente e o uso de computadores e mídias removíveis não são indicativo de fraude. A fiscalização do procedimento, as verificações dos arquivos e a comparação dos boletins permitem acompanhar e conferir os resultados.