Urnas de Parnamirim (RN) não foram substituídas por equipamentos violados
Troca ocorreu após falha na tela e seguiu os procedimentos de contingência da Justiça Eleitoral, com preservação dos votos já registrados
Uma publicação nas redes sociais utiliza imagens da substituição de uma urna eletrônica em Parnamirim (RN) para afirmar que equipamentos estariam sendo trocados por urnas já violadas e com votos destinados a determinada candidatura. A alegação é falsa.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) esclareceu que o equipamento foi substituído após apresentar uma falha na tela. A troca seguiu os procedimentos de contingência previstos na Resolução TSE nº 23.751/2026 e não provocou perda, alteração ou direcionamento dos votos.
O que é fato?
A ocorrência foi registrada na seção eleitoral 393 da 50ª Zona Eleitoral, instalada no Colégio e Curso Over, em Parnamirim (RN). Conforme a ata da Mesa Receptora, a votação começou às 8h, sem atrasos.
Por volta das 13h05, a tela da urna apagou. O equipamento foi reiniciado às 13h10 e em outras tentativas, mas não voltou a responder. A equipe responsável foi acionada e, após a realização dos procedimentos técnicos, a urna foi substituída às 13h40.
Segundo o TRE-RN, a votação prosseguiu normalmente durante o restante do dia, sem outras intercorrências. Os trabalhos foram encerrados às 18h24. Importante lembrar que eleitoras e eleitores que entrarem na fila até 17h podem votar.
A providência seguiu o artigo 147 da Resolução TSE nº 23.751/2026, conforme informado pelo Tribunal. A norma prevê o reinício do equipamento como primeira medida e, caso a falha persista, sua substituição por uma urna de contingência, sob a responsabilidade da equipe designada pela Justiça Eleitoral.
Conteúdo analisado
A publicação apresenta imagens de uma reportagem sobre a substituição de uma urna após a tela apagar em Parnamirim. Sobre o registro, foi inserido um texto afirmando que urnas estariam sendo substituídas por equipamentos “já violados” e “com votos”.
A mensagem também insinua que esses supostos votos favoreceriam uma candidatura, sem identificá-la. Dessa forma, associa a troca do equipamento a uma alegação de fraude.
Por que é boato?
A substituição registrada foi um procedimento regular para garantir a continuidade da votação após uma falha no equipamento. Segundo o TRE-RN, não procede a insinuação de que a troca tenha permitido modificar ou direcionar votos.
Durante o procedimento, os dados da votação já realizada são preservados nas mídias próprias do sistema e transferidos com segurança para a urna de contingência. Assim, a votação continua do ponto em que foi interrompida, mantendo os votos computados e o registro das pessoas que já votaram.
A preservação dos votos na urna substituta faz parte do procedimento de contingência e não significa a inserção de votos indevidos. No caso relatado, a troca foi realizada de acordo com as normas e os protocolos de segurança da Justiça Eleitoral.
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